sábado, 24 de julho de 2010

Olhos no tempo


Neste livro de poemas, Plauto Araújo, nosso poeta já consagrado, Em e com suas próprias palavras, oferece-nos o incrível convite, A mergulhar e analisar no que há de mais íntimo e intrínseco Dentro de cada um de nós. É uma viagem pelo espaço da vida, Memória e pelos Olhos do tempo, cuja vida conserva a doce Imagem de manhãs e tardes nas quais sentíamos a vida pulsando dentro de nós, latejando em ânsias e suor, sem que tivéssemos, muitas vezes, noção e percepção desse enorme milagre divino. Como a poesia concentra em si, significados em cada palavra. No texto, a qual tem seu peso específico, e feita de concretude. E pesa com a coisa que ela representa. Tendo o cheiro das brisas silvestres; sabor das delícias amorosas que há em todos os animais; Range como nos abrindo a porta de nossas fantasias; geme como galhos de árvores numa selva de pensamentos; uiva igual a um lobo na lua cheia; fala através dos silvos dos ciprestes; às vezes rasteja na página como um bicho em busca de saciar seu apetite; esbraveja como pessoa ferida Na alma; ilumina como uma luz; Chora como num luto de um ente querido; ou rasga como o selo pueril da casca da semente que germina que é de som ao mesmo tempo não é. O que está nos Olhos do Tempo é o que temos de mais profundo no corpo vivo, onde palavras viajam pelos antros mais profundos de nossa vida. O que nosso escritor nos oferece é algo que só é percebido por aqueles que se abrem e deixam ser carregados pelas asas das letras e vêem com os Olhos do tempo. 

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