sexta-feira, 25 de março de 2011

DELÍRIOS DA NOITE

DELÍRIOS DA NOITE

Geme... As imagens
O vento cospe no rosto
Alimentam-se camas esfomeadas
Panela rota e emborcada
Alma sedenta e vagabunda
Fadigas do corpo adormecido
Ilusões dispersas da cidade
Rastros ébrios do infinito
Sonhos perdidos na noite
Gemidos do leito sonolento
Espreguiçando-se no escuro
Passos trôpega da noite
Palavras balbuciadas e desconexas
Sombras de vultos apressados
Que voam pelas janelas fechadas
Sonhos dementes
Mundo abstrato de todos os animais
Grunhidos de cães medrosos
Cortam a noite a fio de espadas
Delírios das almas dilaceradas
São as torturas da mente
Em corpos dominados
Movimentos que governam
O ente incapaz
Em seus pesadelos
Fagulhas da vida fictícia.
Perdidas na memória
Soltas no livro da vida
E manifestadas apenas
Nas horas dormidas.

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